terça-feira, 10 de março de 2026

Manobras na Câmara e demora da Prefeitura travam reajuste do magistério e da Guarda Municipal


A valorização dos servidores de Sobral enfrenta um duplo obstáculo que exige atenção imediata da sociedade. De um lado, a gestão municipal, atualmente sob a responsabilidade da prefeita em exercício, Dra. Imaculada, ainda não encaminhou os Projetos de Lei (PL) que garantem o reajuste de 6% para os profissionais do magistério e a atualização salarial da Guarda Municipal. Já se passou quase um mês de espera por uma medida que é direito fundamental de quem move a educação e a segurança pública da nossa cidade.

Entretanto, o cenário na Câmara Municipal de Sobral apresenta um obstáculo crítico. Mesmo que os projetos cheguem ao Legislativo, o andamento das pautas corre sério risco devido à paralisia da Comissão Permanente de Finanças, Justiça e Redação. O impasse é provocado pelo presidente da Casa e aliado do prefeito Oscar, vereador Chico Jóia Júnior (UNIÃO), que se recusa a recompor a comissão conforme as mudanças partidárias recentes, travando o fluxo democrático das decisões.

A crise institucional se agrava com a desobediência a medidas judiciais por parte da presidência da Câmara. Ao não aceitar a entrada de parlamentares de oposição na Comissão, em substituição aos vereadores Marlon Sobreira e Socorrinha Brasileiro (expulsos do PSB, mas mantidos no grupo governista), Chico Jóia Júnior coloca interesses políticos acima do direito dos trabalhadores. O PCdoB reafirma que o salário do servidor não pode ser refém de manobras de bancada e exige o destravamento imediato das comissões.


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